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  • Sabine Mendes Moura

#nanowrimo comigo =)

Seis dias na maior maratona de escrita do mundo (#primeiravez)




Estou usando o #nanowrimo para escrever uma das continuações da trilogia Incompletos. Ano passado, tentei participar sem ter uma obra específica em mente. Estava satisfeita com meu ritmo de escrita, mas queria ver como seria trabalhar na base das 1667 palavras/dia.


Sim, eu já trabalhava com metas. Só que estavam atreladas à estrutura de cada texto. Costumo me organizar pensando em capítulos, cenas ou atos, calculando quanto tempo levarei para escrevê-los, obra a obra, depois de rascunhar as primeiras páginas.


"Participar do #nanowrimo pode ser um jeito de focar no mínimo, nas palavras, e me abrir para outros tipos de estrutura". Pelo menos, foi o que pensei.

Não funcionou de cara, mas, este ano, parece que a coisa está indo. Acabo de encerrar o sexto dia de escrita e, mesmo estando em um momento mais complicado de vida, tenho conseguido produzir além da meta diária.


Sei que ainda é cedo no jogo, mas queria compartilhar algumas coisas que observei sobre esse processo e sobre o que pode ter dificultado minha permanência em 2020. Com sorte, talvez consiga escrever um #updatenanowrimo semanal aqui no blog e adoraria ouvir o que vocês, participantes ou não, têm a dizer sobre #maratonasdeescrita.


POR QUE NÃO ROLOU EM 2020? ALGUMAS DESCOBERTAS


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Primeiro, o que todo mundo diz mesmo... Achei difícil produzir em tempo tão curto sem um mínimo de estrutura prévia. A lógica do "sair escrevendo" não me é estranha e já construí livros assim.


No entanto, esse tipo de processo aberto costuma depender das tais metas intrínsecas ao que vamos percebendo na escrita, como uma boa receita de bolo a que se adiciona pitadas disso ou daquilo intuitivamente.


Ou seja, demora mais, requer "falta de pressa"... E o que comecei a escrever em novembro do ano passado ainda está marinando em uma de minhas gavetas virtuais. Bastaram três dias de #nanowrimo2020 para que eu percebesse que as 1667 palavras mais atrapalhavam do que ajudavam.


Além disso, de certa forma, eu idealizava a força do coletivo. Imaginava que me sentiria acolhida, amparada, apenas por estar escrevendo em sincronia com tantas outras pessoas no mundo. Não foi bem assim.


Houve um momento em que precisei me perguntar: O que é mais importante: atender às necessidades da obra ou bater a meta? A segunda opção me tirou do páreo e não me arrependo.

POR QUE ACHO QUE ESTÁ ROLANDO AGORA?

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Bem, porque as obras em que estou trabalhando são basicamente resoluções de problemas. Como assim? Quando novembro começou, eu estava escrevendo o capítulo 7/10 de Limitados (a parte 2 da trilogia Incompletos). Durante o #nanowrimo, decidi me dedicar à terceira parte da trilogia (e volto ao livro 2, sempre que há tempo livre).


Resolução de problemas? Sim! A trilogia é #scifi, mas escrevê-la é como montar um quebra-cabeças - #thriller. A vantagem é que já conheço as personagens de cor e salteado, visualizo o universo com clareza e sei exatamente o que quero fazer.


Nesse caso, as 1667 palavras diárias têm sido uma mão na roda. Me ajudam a superar o tédio e a apreciar a jornada. Afinal de contas, em uma história tão complexa e estruturada, já sei o final, certo? A novidade é que a meta também tem me animado a ousar, abrir campos de experimentação dentro da própria estrutura.


Começou quando li em algum lugar que não havia critérios de qualidade para as 50.000 palavras produzidas em novembro. Vi fóruns em que perguntavam se "valia" escrever a primeira versão ou se o livro já tinha de sair no segundo ou terceiro tratamento.


Resposta oficial: vale a primeira versão. O objetivo da maratona é encorajar as autores a tirarem suas histórias da cabeça, do jeito que vierem. O resto, cada participante vê como faz depois.


Eu meio já sabia que livros não saem prontos da gente, mas ler os objetivos do #nanowrimo aliviou. E olha que já tenho anos de prática! Isso só podia significar uma coisa: eu estava editando enquanto escrevia.

Há três anos e pouco, criei uma editora, né? Neste período, li, editei, copidesquei e revisei mais textos do que em toda minha vida. Pois bem! A função editora estava começando a podar a autora e não tinha reparado ainda.


Então, nesses últimos seis dias de maratona, tenho me concentrado em jogar palavras no papel, deixando que as múltiplas possibilidades narrativas oferecidas pelo enquadre da trilogia se encontrem na página. 1667 palavras por vez.


Bem, espero conseguir continuar esse mini diário de bordo e ouvir de vocês!


Até lá, sigamos escrevendo... =)


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